A alma voa longe quando não a acorrentamos...

SÓ SOMBRAS



























































































































































































































































































































































































































































































































As vezes me escondo de mim, outras vezes me procuro em você.




A Nina não resistiu, ela se foi na madrugada de hoje...Vitima de Panleucopenia felina.




Com toda a certeza e total propriedade de palavra eu falo,




falo que a Nina não veio pra nossa companhia por acaso




ela veio em um momento em que precisávamos cuidar.




Ela veio em um momento de perda e dores profundas.




Veio pra fazer companhia e nos fazer melhores, nos fazer necessários,




mas na verdade, quem cuidou da gente e nos fez companhia foi ela.




Na escolha do nome, na hora dos banhos, nas trocas de fraldas, na escolha da ração. Nina Foi presente enviado pelo acaso e que nos fez bem.




Obrigada por esses seis meses em que nos presenteou com sua lealdade, Anjo de pelos, Nina.








Saudades.












Marina Liberato



A Nina ta com Panleucopenia Felina, ta triste, calada e ta fazendo falta...






Sou alguém que faz muitas perguntas e indagas as respostas, por tanto:






Pensar que me conhece é um erro que nem Eu cometeria.





Quando quebro um prato, um copo





uma xícara, um espelho.





Nunca tento colar, não mesmo





Sempre jogo fora e esqueço





Sem lamentações ou lamúrias





Mas se um vidro de perfume





tomba e derrama o liquido




todo ou quase todo





mas o vidro fica inteiro





isso me faz querer comprar outro vidro





cheio da mesma essência










Marina Liberato








Manhã de céu cinza escuro
O vento frio parece lâmina que corta
Pessoas apressadas em seus mundos
quase pisam no semelhante deitado no chão

São visões distorcidas e frias
É a surdez conveniente da época
Cegueira muda e bem vestida
Passam e nem notam a fome deitada no chão

O sol começa a surgir em meio ao cinza escuro
As janelas se abrem para receber o calor do dia
Os olhos percorrem o relógio apressados
É a corrida incansável do cotidiano moderno

A insenbilidade quase vê a fome sentada na calçada
Hora do almoço e de correria contra o tempo
Portas se abrem dando acesso ao bater de talheres
Sobras, muitas sobras ao lixo lançadas

O tempo parou pra fome morrer
Sentado na calçada alguem espera
Parece um "bixo" revirando o "licho"
Nem frio, nem fome, nem pressa.

Invisivel ao mundo dos apressados
Ele come sem pressa seu banquete do dia
Sorrindo ele segue seu caminho
Sorrindo agradece a Deus e sai sem pressa

Com sorte espera dormir tranquilo
Numa noite menos fria
Só um pedido ele faz
Que Deus abençoe seu semelhante

Marina Liberato